Menos de trinta minutos: cinco gols, milhões de brasileiros arrasados, bilhões de corações partidos... Uma sensação de derrota, uma dor no peito, vergonha...
Impossível acreditar que o fim da Copa do Mundo no Brasil, vai acabar para nós sem nem termos sentido o cheiro da grama do estádio de futebol mais famoso do mundo. Cinco a zero em meia hora, Brasil? A Alemanha é boa... Mas a gente era pra ser melhor! Mais que isso! Nós somos melhoresI Começamos esse torneio com a obrigação de mostrar que somos brasileiros e que somos capazes de calar a boca desse povo que não crê em nossa nação; sua própria nação. Durante um ano e meio passamos por manifestações e agressões - físicas e morais; fomos subjugados, xingados, maltratados... Sem contar o que disseram de nós lá fora... E vamos perder uma Copa do Mundo no nosso país? De novo?
NÃO, BRASIL! Levanta essa cabeça, corre atrás desse prejuízo - não podemos desistir nunca! Calemos a boca de quem ousou falar mal do nosso país, e calemos a boca de todos os brasileiros que que não vestem a camisa de seu país. Temos que mostrar que não somos só país do futebol, da bunda e do carnaval! Temos que mostrar que somos o país da superação e da garra. Sem essa de 'perdemos a Copa, mas ganhamos experiência'... Pelo amor de Deus... Isso é papo de perdedor. Mostra para o que você veio!
PRA FRENTE, BRASIL!
terça-feira, 8 de julho de 2014
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Será Que Todo Dia Vai Ser Sempre Assim?
Olha... Não sei se é depressão ou só saco cheio mesmo, mas esse ano já passou do limite do tolerável e foi direto pro pior ano par que eu presenciei. Sei que superstição é besteira pra alguns, mas na virada desse ano, eu realmente achei que esse seria smooth sailing... Eu nasci em ano par, e, desde que me entendo por gente, são os melhores anos, mas esse 2014 já pode se preparar pra ir tomar no cu - pardon my french.
Cheguei a um ponto da minha vida que tudo ta no estágio foda-se: é meu trabalho, são os meus relacionamentos deturpados dentro deste - que levam à perda da minha identidade -, é a minha faculdade... Como eu queria voltar a ser criança, na boa... Tudo era tão mais fácil.
Eu amo ser responsável, sabe? Sempre gostei, mas to sentindo que a vida tem pedido um pouco mais de mim e não sei se estou pronta pra servi-la. To é achando um saco viver pela exigência dos outros... Cheguei no trabalho hoje com cara CU, e NENHUMA pessoa que passou por mim teve a decência de simplesmente não perguntar o motivo. Gente, me deixa em paz.... Eu te dei bom dia, sorri pra você, to te tratando bem - foda-se minha cara de cu! Eu não sou obrigada a ser feliz cem por cento do tempo... Eu tenho direito a viver no meu mundo, a curtir a minha fossa, minha tristeza. Qual o problema nisso?
Acho um absurdo essa sociedade em que a gente vive onde você não pode acordar mal humorada, ou não falar muito durante o dia, ou não sorrir muito ou não ser o que as outras pessoas esperam que você seja. É novidade pra quem que adolescentes no mundo inteiro preferem tirar a própria vida a viver sob uma vigilância constante e uma pressão escrota para ser isso ou aquilo porque é a regra geral?
A cada dia que passa eu perco fé nessa humanidade e juro que corro atrás de viver num mundo melhor... De fazer um mundo melhor, pra mim e pra quem vem depois. Não saio na rua vestida de preto, quebrando propriedade pública - minha propriedade - pra provar que faço meu trabalho como cidadã. As pessoas se preocupam tanto em rotular as outras, mas esquecem de refletir sobre as ações do indivíduo NO PARTICULAR... A mudança é lenta, mas gradativa, e se cada um fizesse a sua parte, sem se preocupar como o outro está utilizando de seus recursos 'cidadanicos', a vida em si poderia ser muito mais fácil... Ou pelo menos, menos complicada.
Eu sou a diferença que quero ver no mundo... E se um dia eu conseguir, sem briga, sem destruição, sem bullying, conseguir influenciar pelo menos uma pessoa nesse mundo a pensar como eu, sei que vou ter tido êxito na minha vida; sei que terei sido a diferença de verdade.
Invictus
Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever Gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the horror of the shade.
And yet the menace of the years
Finds, and shall find me, unafraid.
It matters not how strait the gate
How charged with punishment the scroll
I am the master of my fate
I am the captain of my soul
(William Ernest Henley)
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Here We Freaking Go Again...
George Bernard Shaw escreveu uma vez: "There are two tragedies in life - one is to lose your heart's desire. The other is to gain it", e, amigos... Ele não podia estar mais certo.
Dizem que essa citação diz respeito a perdas... E, francamente, ultimamente tem sido a moral da minha história nessa fábula fabulosa que é a minha vida... Perdi minha bisa - uma das pessoas que conheço desde o primeiro dia em que estive nesse mundo e a única herança de um passado desconhecido e enterrado, mas o passado da minha família mesmo assim; perdi um semestre inteiro de faculdade estudando em vão - só pra descobrir que sou nada mais que medíocre no mundo acadêmico; perdi minha vontade de trabalhar - porque me deixei levar por muito tempo pela questão financeira; perdi minha namorada - a quem eu amo com todo meu coração e sinto dor toda vez que eu sequer ouso olhar pra qualquer coisa no meu quarto, já que itens importantes da decoração deste foram presentes dela... E pior ainda.... Perdi a mim mesma em todo esse processo. A pessoa que eu era antes de tudo isso... Guiada por moral e por valores inabaláveis e indiscutíveis... Or so I thought... Essa pessoa se perdeu.
Mas eu decidi voltar a lutar, voltar a buscar quem eu sou e o que eu amo; decidi largar os ideais formulados por meus pais de ser bem sucedida e milionária aos 25... Decidi tomar uma atitude quanto à minha vida real. Ganhei minha independência, ganhei meus argumentos, ganhei as rédeas da minha vida... Perdi meu amor.
Sempre soube que iria ser difícil dizer 'até mais'... Mas dizer 'adeus' parte meu coração, e tão longe da hora... E logo agora que ele estava tão bem resolvido, como novo. Eu tinha certeza de tudo, acho que faz parte de ser autoconfiante, como eu sou, feliz, ou infelizmente... Se qualquer coisa, eu achava que no fim das contas, eu tinha pra quem voltar, que meu amor ia ser o suficiente... Mas não foi. E não é. E não tem nada que eu possa fazer pra mudar isso...
Um pai de santo uma vez me disse que minha vida ia ser complicada nesse departamento... Em assuntos de coração. Eu iria sofrer mais que pensei. E por algum tempo, eu realmente acreditei que ele poderia estar errado... Ele acertou tudo do meu passado... Por qual razão ele erraria meu futuro?
Como isso tudo dói... Como eu não quero mais ser a pessoa a escrever sobre coração partido nesse bendito blog... Sinto, às vezes, como se eu fosse a Alcione, sabe? Toda vez que é traída, ou tem seu coração partido, a mulher escreve uma música de fossa e faz o maior sucesso... Uma pena que ninguém nunca fica rico escrevendo sobre amor numa página de internet, cuja divulgação tende a zero, porque a tal se recusa a deixar outras pessoas entrarem.
Minha tragédia é perder o meu amor por ter ganhado meu sonho...
Dizem que essa citação diz respeito a perdas... mas quer saber o que eu acho? O que ele fala, na verdade, é sobre injustiça.
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