quinta-feira, 26 de junho de 2014

Será Que Todo Dia Vai Ser Sempre Assim?

Olha... Não sei se é depressão ou só saco cheio mesmo, mas esse ano já passou do limite do tolerável e foi direto pro pior ano par que eu presenciei. Sei que superstição é besteira pra alguns, mas na virada desse ano, eu realmente achei que esse seria smooth sailing... Eu nasci em ano par, e, desde que me entendo por gente, são os melhores anos, mas esse 2014 já pode se preparar pra ir tomar no cu - pardon my french.

Cheguei a um ponto da minha vida que tudo ta no estágio foda-se: é meu trabalho, são os meus relacionamentos deturpados dentro deste - que levam à perda da minha identidade -, é a minha faculdade... Como eu queria voltar a ser criança, na boa... Tudo era tão mais fácil. 

Eu amo ser responsável, sabe? Sempre gostei, mas to sentindo que a vida tem pedido um pouco mais de mim e não sei se estou pronta pra servi-la. To é achando um saco viver pela exigência dos outros... Cheguei no trabalho hoje com cara CU, e NENHUMA pessoa que passou por mim teve a decência de simplesmente não perguntar o motivo. Gente, me deixa em paz.... Eu te dei bom dia, sorri pra você, to te tratando bem - foda-se minha cara de cu! Eu não sou obrigada a ser feliz cem por cento do tempo... Eu tenho direito a viver no meu mundo, a curtir a minha fossa, minha tristeza. Qual o problema nisso?

Acho um absurdo essa sociedade em que a gente vive onde você não pode acordar mal humorada, ou não falar muito durante o dia, ou não sorrir muito ou não ser o que as outras pessoas esperam que você seja. É novidade pra quem que adolescentes no mundo inteiro preferem tirar a própria vida a viver sob uma vigilância constante e uma pressão escrota para ser isso ou aquilo porque é a regra geral? 

A cada dia que passa eu perco fé nessa humanidade e juro que corro atrás de viver num mundo melhor... De fazer um mundo melhor, pra mim e pra quem vem depois. Não saio na rua vestida de preto, quebrando propriedade pública - minha propriedade - pra provar que faço meu trabalho como cidadã. As pessoas se preocupam tanto em rotular as outras, mas esquecem de refletir sobre as ações do indivíduo NO PARTICULAR... A mudança é lenta, mas gradativa, e se cada um fizesse a sua parte, sem se preocupar como o outro está utilizando de seus recursos 'cidadanicos', a vida em si poderia ser muito mais fácil... Ou pelo menos, menos complicada.

Eu sou a diferença que quero ver no mundo... E se um dia eu conseguir, sem briga, sem destruição, sem bullying, conseguir influenciar pelo menos uma pessoa nesse mundo a pensar como eu, sei que vou ter tido êxito na minha vida; sei que terei sido a diferença de verdade.

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